As equipes B do infantil e juvenil do Vitória, que representam o Camaçari, jogam nesta terça-feira, 7 de setembro, no Parque Esportivo do Bahia, contra o Ypiranga. Os jogos começarão às 9h e 10h30, respectivamente.
O infantil é treinador por Valnei Pichite, enquanto Wesley Carvalho, que recentemente ganhou a Copa Carpina, treina o juvenil.
No período da tarde, as equipes A buscarão o terceiro triunfo consecutivo. O adversário será o Galícia.
O infantil, comandado pelo técnico Sérgio Odilon, derrotado por 2 x 0 o Ipitanga (time B do Bahia) e depois goleou o Camaçariense, por 2 x 0, joga a partir das 13h30.
No jogo principal da rodada dupla no Centro de Treinamento Manoel Pontes Tanajura, o juvenil do técnico Gilmei Aymberê, joga às 15 horas. O rubro-negro estreou goleando o Ipitanga por 7 x 1 e derrotou depois o Camaçariense por 2 x 0.
Classificação – Com um jogo a menos, o Vitória é vice-líder nas duas categorias, com 6 pontos (100% de aproveitamento). No infantil, a ABB lidera com 7, e no juvenil o primeiro é a Catuense, também com 7.
O Galícia é lanterna no juvenil (0 ponto) e terceiro no infantil com 4 pontos. O Camaçari, com 3 pontos e um jogo a menos, é terceiro nas duas categorias.
Vitoria Da Bahia
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Torcedor vai escolher as duas candidatas do rubro-negro
Torcedor rubro-negro vote na sua candidata para concorrer ao título de Musa do Brasileirão 2010. Acesse o site Globoesporte.com até quarta-feira, dia 8 de setembro, para eleger as duas candidatas.
Depois que os internautas escolherem as duas candidatas de cada clube, a produção do programa fará a escolha final da representante de cada clube. A vencedora receberá R$25 mil.
Depois que os internautas escolherem as duas candidatas de cada clube, a produção do programa fará a escolha final da representante de cada clube. A vencedora receberá R$25 mil.
Atletas rubro-negro já estão na Granja Comary em Teresópolis
Os garotos Josué, Marcus Vinícius e Marcelo apresentaram-se nesta segunda-feira no Aeroporto Internacional Galeão/Tom Jobim, no Rio, e seguiram para a Granja Comary, em Teresópolis. Os três vão participar do período de treinamento de 6 a 18 de setembro, visando o Sul-Americano Sub-16, entre 15 de março e 15 de abril de 2011, no Equador.
Esta é a nona convocação do zagueiro Josué, 16 anos, 1m87, natural de São José, distrito de Feira de Santana (BA). Josué foi sete vezes chamado para a seleção Sub-15 e duas para a Sub-16 e ganhou os títulos da Copa Nike nos Estados Unidos, Mediterrâneo, na Espanha, e da Copa 2 de Julho, em Salvador.
Marcus Vinícius, também zagueiro, 15 anos – completa 16 em setembro -, 1m90, nasceu em Sabará (MG). Marcelo é volante, tem 16 anos, 1m80 e nasceu em São Sebastião do Passe.
Esta é a nona convocação do zagueiro Josué, 16 anos, 1m87, natural de São José, distrito de Feira de Santana (BA). Josué foi sete vezes chamado para a seleção Sub-15 e duas para a Sub-16 e ganhou os títulos da Copa Nike nos Estados Unidos, Mediterrâneo, na Espanha, e da Copa 2 de Julho, em Salvador.
Marcus Vinícius, também zagueiro, 15 anos – completa 16 em setembro -, 1m90, nasceu em Sabará (MG). Marcelo é volante, tem 16 anos, 1m80 e nasceu em São Sebastião do Passe.
Bilheterias do Barradão funcionam nesta quarta a partir das 9h
Somente na quarta-feira voltará a funcionar as bilheterias do Barradão para a venda de ingressos do jogo Vitória x Palmeiras, quarta-feira, às 22 horas. Os demais pontos de venda atenderão de acordo com o horário de funcionamento de cada estabelecimento.
PONTOS DE VENDA
Loja do Leão
Shopping Capemi (ao lado do Iguatemi)
Loja do Leão
Shopping Center Lapa (centro da cidade)
Estação Rubro Negra
Shopping Paralela
Loja Bahia Mulher
Avenida D. João VI, Brotas
Estádio Manoel Barradas
PREÇOS
(Torcida do Vitória)
Arquibancada/inteira – R$40,00
Arquibancada/meia - R$ 20,00
*Cadeira/inteira - R$ 80,00
*Cadeira/ meia - R$ 40,00
* EXCLUSIVO PARA TORCEDOR DO VITÓRIA
Torcida visitante
Arquibancada/ inteira - R$ 60,00
Arquibancada/ meia - R$ 30,00
OBS: os ingressos de meia serão vendidos somente no dia do jogo, sendo necessário apresentar a documentação, tanto para o torcedor do Vitória, quanto para torcedor visitante e somente para o titular do documento.
PONTOS DE VENDA
Loja do Leão
Shopping Capemi (ao lado do Iguatemi)
Loja do Leão
Shopping Center Lapa (centro da cidade)
Estação Rubro Negra
Shopping Paralela
Loja Bahia Mulher
Avenida D. João VI, Brotas
Estádio Manoel Barradas
PREÇOS
(Torcida do Vitória)
Arquibancada/inteira – R$40,00
Arquibancada/meia - R$ 20,00
*Cadeira/inteira - R$ 80,00
*Cadeira/ meia - R$ 40,00
* EXCLUSIVO PARA TORCEDOR DO VITÓRIA
Torcida visitante
Arquibancada/ inteira - R$ 60,00
Arquibancada/ meia - R$ 30,00
OBS: os ingressos de meia serão vendidos somente no dia do jogo, sendo necessário apresentar a documentação, tanto para o torcedor do Vitória, quanto para torcedor visitante e somente para o titular do documento.
Vitória goleia o Bahia e conquista o primeiro triunfo no Nordestão
Em um clássico com pouca presença da torcida, o Vitória goleou o Bahia por 5 a 1, na quarta-feira, 16, no Estádio de Pituaçu, em partida válida pela terceira rodada do Campeonato do Nordeste. Os gols do rubro-negro foram anotados por Vilson, Fernando, Renan, Lenilson e Renato. Bebeto descontou para o tricolor.
O triunfo deixou o Leão provisoriamente na 6ª posição. Já o Esquadrão segue sem pontuar e ocupa a 14ª colocação. Na quarta rodada, o Vitória enfrenta o Confiança, no Barradão, segunda, 21. No sábado, 19, o Esquadrão encara o Sergipe, fora de casa.O jogo - Com menos de 4 mil pagantes em Pituaçu, número desonroso para um Ba-Vi, as duas equipes começaram a partida com muita vontade e o Bahia foi logo para o ataque. Aleilson recebeu a bola na entrada da área e chutou para uma defesa difícil do goleiro Vinícius.
Mas o domínio da primeira etapa foi do Vitória. Logo aos 5 minutos, Fernando cobrou falta na área para Vilson desviar de cabeça e marcar o primeiro do rubro-negro.
O Bahia sentiu o gol e não conseguiu reagir. Já o Vitória se aproveitou e fez o segundo gol, aos 22 minutos, com Fernando. O volante pegou um rebote de uma cobrança de falta e fez um golaço.
O tricolor foi para o ataque na tentativa de reverter o placar, mas pecava nos passes errados, proporcionando ataques perigosos para o time rubro-negro. O Vitória seguiu no ataque e logo marcou o terceiro. Aos 38 minutos, Schwenck aproveitou contra-ataque pela direita e cruzou para Renan Oliveira cabecear a bola para o fundo das redes.
Após o terceiro do Leão, o Esquadrão quase marcou com Aleilson. Aos 40 minutos, o atacante driblou dois zagueiros e entrou na área, mas na hora do chute mandou a bola para fora.
Na etapa complementar, o Bahia foi para o ataque. Aos 6 minutos, Aleilson desviou cruzamento de Bebeto, mas a bola foi para fora. Aos 10 minutos, Lenine, que entrou no lugar de Dênis, chutou de fora da área e a bola bateu na trave.
Após a pressão no início do segundo tempo, o Bahia não conseguiu chegar com criatividade e o Vitória voltou a marcar. Aos 27 minutos, Rafael Cruz cruzou pela esquerda e Lenilson, que entrou no lugar de Jacson, acertou um voleio e marcou um golaço.
Mesmo com o placar elástico, o Bahia não desistiu e diminuiu com Bebeto. Aos 35 minutos, o jogador aproveitou um contra-ataque e bateu na saída de Vinícius para marcar o único gol tricolor na partida.
O Vitória não se abateu e marcou o quinto. Aos 40 minutos, Renato, que entrou no lugar de Evandro, driblou o zagueiro e tocou rasteiro, a bola desviou na zaga e entrou, fechando o placar do jogo.
Ambulância - No início do segundo tempo, o zagueiro Vilson se sentiu mal e foi levado até a ambulância. No final do jogo, os médicos disseram que o jogador sofreu náuseas, mas já passava bem.
Outros resultados - Fluminense 1x0 Botafogo-PB, CRB 1x1 Ceará, ABC 5x0 Sergipe, Confiança 3 x1 América, Treze-PB 4 x 3 Náutico.
Bahia 1 x 5 Vitória
Bahia - George; Araújo, Átila e Diego; Dênis (Lenine), Bebeto, Pink (Wilson Júnior), Pablo e Roberto (Jhulliam); Cacá e Aleilson. Técnico: João Marcelo.
Vitória - Vinicius, Jonas, Vilson (Anderson Martins), Gabriel e Rafael Cruz; Ricardo Conceição, Fernando, Renan Oliveira e Evandro (Renato); Jacson (Lenilson) e Schwenck. Técnico: Flávio Tanajura.
Gols – Vilson, Fernando, Renan Oliveira, Lenilson e Renato (Vitória); Bebeto (Bahia).
Cartões amarelos – Diego, Pablo e Cacá (Bahia); Vinicius e Gabriel (Vitória).
Local: Estádio de Pituaçu, às 21h15.
Árbitro: Suelson Diogenes De F. Medeiros (RN).
Assistentes: Eduardo Lincoln Neves e Lorival Candido Das Flores (RN).
O triunfo deixou o Leão provisoriamente na 6ª posição. Já o Esquadrão segue sem pontuar e ocupa a 14ª colocação. Na quarta rodada, o Vitória enfrenta o Confiança, no Barradão, segunda, 21. No sábado, 19, o Esquadrão encara o Sergipe, fora de casa.O jogo - Com menos de 4 mil pagantes em Pituaçu, número desonroso para um Ba-Vi, as duas equipes começaram a partida com muita vontade e o Bahia foi logo para o ataque. Aleilson recebeu a bola na entrada da área e chutou para uma defesa difícil do goleiro Vinícius.
Mas o domínio da primeira etapa foi do Vitória. Logo aos 5 minutos, Fernando cobrou falta na área para Vilson desviar de cabeça e marcar o primeiro do rubro-negro.
O Bahia sentiu o gol e não conseguiu reagir. Já o Vitória se aproveitou e fez o segundo gol, aos 22 minutos, com Fernando. O volante pegou um rebote de uma cobrança de falta e fez um golaço.
O tricolor foi para o ataque na tentativa de reverter o placar, mas pecava nos passes errados, proporcionando ataques perigosos para o time rubro-negro. O Vitória seguiu no ataque e logo marcou o terceiro. Aos 38 minutos, Schwenck aproveitou contra-ataque pela direita e cruzou para Renan Oliveira cabecear a bola para o fundo das redes.
Após o terceiro do Leão, o Esquadrão quase marcou com Aleilson. Aos 40 minutos, o atacante driblou dois zagueiros e entrou na área, mas na hora do chute mandou a bola para fora.
Na etapa complementar, o Bahia foi para o ataque. Aos 6 minutos, Aleilson desviou cruzamento de Bebeto, mas a bola foi para fora. Aos 10 minutos, Lenine, que entrou no lugar de Dênis, chutou de fora da área e a bola bateu na trave.
Após a pressão no início do segundo tempo, o Bahia não conseguiu chegar com criatividade e o Vitória voltou a marcar. Aos 27 minutos, Rafael Cruz cruzou pela esquerda e Lenilson, que entrou no lugar de Jacson, acertou um voleio e marcou um golaço.
Mesmo com o placar elástico, o Bahia não desistiu e diminuiu com Bebeto. Aos 35 minutos, o jogador aproveitou um contra-ataque e bateu na saída de Vinícius para marcar o único gol tricolor na partida.
O Vitória não se abateu e marcou o quinto. Aos 40 minutos, Renato, que entrou no lugar de Evandro, driblou o zagueiro e tocou rasteiro, a bola desviou na zaga e entrou, fechando o placar do jogo.
Ambulância - No início do segundo tempo, o zagueiro Vilson se sentiu mal e foi levado até a ambulância. No final do jogo, os médicos disseram que o jogador sofreu náuseas, mas já passava bem.
Outros resultados - Fluminense 1x0 Botafogo-PB, CRB 1x1 Ceará, ABC 5x0 Sergipe, Confiança 3 x1 América, Treze-PB 4 x 3 Náutico.
Bahia 1 x 5 Vitória
Bahia - George; Araújo, Átila e Diego; Dênis (Lenine), Bebeto, Pink (Wilson Júnior), Pablo e Roberto (Jhulliam); Cacá e Aleilson. Técnico: João Marcelo.
Vitória - Vinicius, Jonas, Vilson (Anderson Martins), Gabriel e Rafael Cruz; Ricardo Conceição, Fernando, Renan Oliveira e Evandro (Renato); Jacson (Lenilson) e Schwenck. Técnico: Flávio Tanajura.
Gols – Vilson, Fernando, Renan Oliveira, Lenilson e Renato (Vitória); Bebeto (Bahia).
Cartões amarelos – Diego, Pablo e Cacá (Bahia); Vinicius e Gabriel (Vitória).
Local: Estádio de Pituaçu, às 21h15.
Árbitro: Suelson Diogenes De F. Medeiros (RN).
Assistentes: Eduardo Lincoln Neves e Lorival Candido Das Flores (RN).
Eu sou um nome na história
O título acima é um trecho do hino do clube. Disso, muitos sabem. Mas, o que esta frase quer dizer? Pergunta densa, uma vez que ser um nome na história, no caso do Vitória, não é mera expressão poética ou algo que os registros devem preservar.
Inicialmente, podemos entender como um simbolismo. Para a Bahia e para o esporte o Vitória é, inquestionavelmente, um nome importantíssimo na história. Mais que uma tradição no meio social e esportivo, este grupo representa valores e é capaz de definir a própria cidade da Bahia.
Fundado em 13 de maio de 1899, foi o primeiro clube social do Estado fundado por brasileiros. Antes dele, apenas os ingleses haviam feito isso, mesmo assim num projeto que durou pouco tempo.
Por seu lado, o Vitória, uma abstração até então, vive até hoje. Recebeu o nome por conta do Corredor da Vitória, trecho de Salvador em que residiam seus fundadores, todos de nobres famílias baianas.
Desde então, o clube passou a trazer para a cidade a prática dos esportes que já existiam pelo mundo: inicialmente críquete (1899), depois remo (1902), futebol (1903), atletismo (1905), tênis (1906) e tiro esportivo (1908). Numa outra fase, em 1920, inaugurou a natação, o pólo aquático, o basquete, o vôlei e o tênis de mesa. Em 1928 fundou o handebol.
Mas, a importância do clube não está somente em trazer o esporte para os baianos. O Vitória também ajudou a organizar todas estas federações em nível estadual e colocou seu nome nas atas de fundações de muitas, quase todas, associações esportivas da Bahia.
Em 1922 já sonhava em construir seu campo particular, o que aconteceu em 12 de agosto de 1923. Em 1937, mais precisamente no dia 21 de fevereiro, é reconhecido como Utilidade Pública pelo Decreto Estadual nº 8.817.
Sempre à frente, só não assumiu tal posição quando o futebol se profissionalizou. Aceitou esta regra muito tempo depois, o que lhe valeu a perda de muitos títulos em campo, mas, fora dele, continuava e continua sendo o maior.
Toda esta relação é fruto da abnegação de seus sócios pelo esporte, algo que passou a ganhar o caráter de algo social e que terminou por estimular, em sua trajetória, o surgimento de outros clubes na cidade.
Como referência que sempre foi, o Vitória inaugurou de forma inédita sedes esportivas e ainda fez história com inúmeras ações até então surpreendentes, como a primeira contratação de um massagista para os atletas, em 1927, e a criação de uma carteira de sócios, em 1932.
Foi o primeiro a participar de ações de marketing esportivo na Bahia, com o lançamento, em janeiro de 1906, dos “Charutos Sport Club Victoria” e do perfume “Bouquet Victoria”. Mais que isso, fez do esporte um objeto de atuação social e um elemento propiciador de educação e saúde.
Em suas origens não se permitia sequer discussões políticas, apesar de serem altamente politizados. Dentro do Vitória, todos eram somente uma coisa: Vitória. Isso sempre bastou para dizer ser parte de um grupo seleto da sociedade baiana. E assim permanecemos até hoje.
Nas últimas décadas as glórias no futebol ajudaram o clube a ser um “time de massa”. Mesmo assim todos são convidados a permanecerem, ao menos no respeito à memória, com os ideais da fundação. Quem se diz Vitória é herdeiro do nome e da pesada tradição rubro-negra.
“Disciplina e cavalheirismo” eram as palavras que encerravam seu primeiro estatuto, em 1903. “Respeito com sua história” é a chave que mostra os verdadeiros sucessores dos nobres sentimentos de gerações de atletas e indivíduos diferenciados, maior trunfo do Vitória em sua longa vida.
Enfim, digamos que, para saber a fundo esta trajetória, seriam necessárias muitas e muitas páginas. Já para sentir a força dela, basta uma tarde no estádio, junto com a nossa torcida.
Contribuição de Ricardo Azevedo, autor do livro “Eu sou um nome na história”, sobre a história do clube, e coordenador da Fundação Memorial do Vitória.
Para saber mais sobre a história do clube, visite: www.memorialdovitoria.com.br
Inicialmente, podemos entender como um simbolismo. Para a Bahia e para o esporte o Vitória é, inquestionavelmente, um nome importantíssimo na história. Mais que uma tradição no meio social e esportivo, este grupo representa valores e é capaz de definir a própria cidade da Bahia.
Fundado em 13 de maio de 1899, foi o primeiro clube social do Estado fundado por brasileiros. Antes dele, apenas os ingleses haviam feito isso, mesmo assim num projeto que durou pouco tempo.
Por seu lado, o Vitória, uma abstração até então, vive até hoje. Recebeu o nome por conta do Corredor da Vitória, trecho de Salvador em que residiam seus fundadores, todos de nobres famílias baianas.
Desde então, o clube passou a trazer para a cidade a prática dos esportes que já existiam pelo mundo: inicialmente críquete (1899), depois remo (1902), futebol (1903), atletismo (1905), tênis (1906) e tiro esportivo (1908). Numa outra fase, em 1920, inaugurou a natação, o pólo aquático, o basquete, o vôlei e o tênis de mesa. Em 1928 fundou o handebol.
Mas, a importância do clube não está somente em trazer o esporte para os baianos. O Vitória também ajudou a organizar todas estas federações em nível estadual e colocou seu nome nas atas de fundações de muitas, quase todas, associações esportivas da Bahia.
Em 1922 já sonhava em construir seu campo particular, o que aconteceu em 12 de agosto de 1923. Em 1937, mais precisamente no dia 21 de fevereiro, é reconhecido como Utilidade Pública pelo Decreto Estadual nº 8.817.
Sempre à frente, só não assumiu tal posição quando o futebol se profissionalizou. Aceitou esta regra muito tempo depois, o que lhe valeu a perda de muitos títulos em campo, mas, fora dele, continuava e continua sendo o maior.
Toda esta relação é fruto da abnegação de seus sócios pelo esporte, algo que passou a ganhar o caráter de algo social e que terminou por estimular, em sua trajetória, o surgimento de outros clubes na cidade.
Como referência que sempre foi, o Vitória inaugurou de forma inédita sedes esportivas e ainda fez história com inúmeras ações até então surpreendentes, como a primeira contratação de um massagista para os atletas, em 1927, e a criação de uma carteira de sócios, em 1932.
Foi o primeiro a participar de ações de marketing esportivo na Bahia, com o lançamento, em janeiro de 1906, dos “Charutos Sport Club Victoria” e do perfume “Bouquet Victoria”. Mais que isso, fez do esporte um objeto de atuação social e um elemento propiciador de educação e saúde.
Em suas origens não se permitia sequer discussões políticas, apesar de serem altamente politizados. Dentro do Vitória, todos eram somente uma coisa: Vitória. Isso sempre bastou para dizer ser parte de um grupo seleto da sociedade baiana. E assim permanecemos até hoje.
Nas últimas décadas as glórias no futebol ajudaram o clube a ser um “time de massa”. Mesmo assim todos são convidados a permanecerem, ao menos no respeito à memória, com os ideais da fundação. Quem se diz Vitória é herdeiro do nome e da pesada tradição rubro-negra.
“Disciplina e cavalheirismo” eram as palavras que encerravam seu primeiro estatuto, em 1903. “Respeito com sua história” é a chave que mostra os verdadeiros sucessores dos nobres sentimentos de gerações de atletas e indivíduos diferenciados, maior trunfo do Vitória em sua longa vida.
Enfim, digamos que, para saber a fundo esta trajetória, seriam necessárias muitas e muitas páginas. Já para sentir a força dela, basta uma tarde no estádio, junto com a nossa torcida.
Contribuição de Ricardo Azevedo, autor do livro “Eu sou um nome na história”, sobre a história do clube, e coordenador da Fundação Memorial do Vitória.
Para saber mais sobre a história do clube, visite: www.memorialdovitoria.com.br
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